segunda-feira, 16 de março de 2026

PETRÓLEO, PODER E TRANSIÇÃO ENERGÉTICA: A GEOPOLÍTICA DO ESTREITO DE ORMUZ

 

PETRÓLEO, PODER E TRANSIÇÃO ENERGÉTICA: A GEOPOLÍTICA DO ESTREITO DE ORMUZ

Wladmir Coelho

O texto analisa a centralidade geopolítica do Estreito de Ormuz na história do capitalismo e no controle internacional do petróleo. A partir de exemplos históricos, demonstra a continuidade do interesse imperial desde o período mercantil português até a estratégia contemporânea dos Estados Unidos. Discute também como o petróleo se tornou base material do desenvolvimento industrial e elemento central do poder econômico global. Em seguida, examina o surgimento do discurso eco-capitalista e sua relação com a subordinação tecnológica dos países subdesenvolvidos. Conclui que a atual transição energética mantém a lógica de reprodução do sistema econômico e da exploração da natureza.

O “desejo” de substituição dos combustíveis fósseis por fontes com menor grau de emissão de CO₂ representa uma realidade em nossos dias? A resposta está no noticiário mundial e geograficamente localizada no Estreito de Ormuz, uma região tradicionalmente disputada por impérios. Inicialmente, precisamos apresentar uma introdução das relações do chamado Ocidente com o Estreito de Ormuz, que representa – tradicionalmente – um ponto importante para os interesses comerciais e, desde o século XVI, o capitalismo – naquele momento em sua fase mercantil – disputa o seu controle.

Essa condição fica melhor ilustrada quando recordamos que o império português ocupou e construiu, em uma das ilhas da região, uma fortaleza militar, e por lá permaneceu por mais de 100 anos, movido pelo interesse em exercer o monopólio do comércio do Oriente com a Europa. Com o passar do tempo e a evolução do modo de produção capitalista, vamos observar, em meados do século XIX, o império britânico consolidando o controle da região e, no início do século seguinte, Winston Churchill – então Lorde do Almirantado – transformando o domínio da região em questão de segurança nacional.

Curiosamente, os Estados Unidos apresentam, para o grande público do século XXI, o mesmo argumento utilizado – com sucesso – pelo antigo Lorde do Almirantado, revelando a continuidade da prática de transubstanciação do conceito de segurança nacional em meios para garantir o controle do petróleo, independentemente de sua localização geográfica, gerando, desse modo, acordos e legislações nacionais e internacionais, todos oferecendo ao conceito de soberania nacional – para os países subdesenvolvidos, principalmente – uma subordinação aos interesses do imperialismo, cobertos de forma tímida pelo véu do discurso da liberdade de mercado, dos valores ocidentais e outros tantos balangandãs eufemísticos.

E a transição energética? Bom, antes de qualquer aprofundamento quanto à transição energética, devemos recordar que a consolidação do modelo industrial efetivou-se a partir dos combustíveis fósseis, assumindo o petróleo, no século XX, a condição de base da produção, revelando-se como combustível e matéria-prima para todos os setores. Não é preciso aprofundar muito esses aspectos para perceber que o controlador desse recurso – não apenas o proprietário em sua condição natural, mas aquele em condições de processá-lo para as suas múltiplas utilizações – torna-se um poderoso agente controlador do poder econômico do petróleo.

Esse poder econômico foi determinante para o desenvolvimento de toda a tecnologia produtiva, revelando, historicamente, uma metamorfose entre o petróleo e o capitalismo, levantando esta constatação a seguinte questão: é possível uma transição energética sem uma mudança da forma de produção? Qual a transformação a ser iniciada em primeiro lugar?

Desde o final da década de 1960, quando os maiores industriais e banqueiros do planeta, reunidos no Clube de Roma, constataram que os recursos naturais, e notadamente o petróleo, encontravam-se nos países mais atrasados economicamente, o discurso eco-capitalista passou a defender a “racionalização” da exploração ambiental, pautado na ampliação das técnicas decorrentes da tecnologia dos países industrializados, residindo neste ponto um importante fator de subordinação. Em outras palavras, os países subdesenvolvidos foram submetidos à aplicação de soluções de produção – e, por consequência, ambientais – importadas dos países dominantes, impedindo a plena utilização de suas potencialidades naturais, inclusive a utilização de formas alternativas aos combustíveis fósseis.

A chamada transição energética de nossos dias segue esse padrão e, mesmo que se apresente ao lado de termos, a exemplo de sustentabilidade, respeito às tradições locais e outros, encontra-se fundada nos interesses da reprodução de um modelo econômico voltado à maior exploração possível do trabalho e, por consequência, da natureza.



quarta-feira, 4 de março de 2026

PETRÓLEO, HISTÓRIA E SOBERANIA ENERGÉTICA: LIÇÕES DE 1973 PARA O BRASIL DE HOJE

  






PETRÓLEO, HISTÓRIA E SOBERANIA

 ENERGÉTICA: LIÇÕES DE 1973 PARA O

 BRASIL DE HOJE


Wladmir Coelho

A tensão no Estreito de Ormuz revela que o mundo continua profundamente dependente do petróleo. A crise energética de 1973 mostrou como essa dependência pode provocar instabilidade global e pressionar economias nacionais. No Brasil, iniciativas como a criação da PETROBRAS e o PROÁLCOOL buscaram reduzir essa vulnerabilidade. O desafio atual é recuperar o uso estratégico do petróleo e da biomassa como base de uma verdadeira soberania energética.

1 - O fechamento ou as restrições de passagem de navios petroleiros pelo estreito de Ormuz revela um aspecto curioso: AINDA ESTAMOS FORTEMENTE DEPENDENTES DO PETRÓLEO COMO COMBUSTÍVEL E MATÉRIA-PRIMA.

2 - Estes navios transportam aproximadamente 20% do petróleo consumido no planeta e, destes, quase 40% seriam aqueles destinados à China, o chão de fábrica do planeta.

3 - Segundo os dados disponíveis, a China teria uma reserva em condições de suportar os impactos iniciais graças ao desenvolvimento de um programa gigante de armazenamento e diversificação das fontes — neste caso — de energia, notadamente o uso de células fotovoltaicas e biocombustíveis.

4 – HISTÓRIA: Em 1973, o cartel da OPEP restringiu o acesso ao petróleo daqueles países que apoiavam Israel durante a Guerra do Yom Kippur, provocando — para além da elevação dos preços — uma crise sem precedentes quanto ao abastecimento dos diferentes países, incluindo o Brasil.

5 - A PETROBRAS: No caso brasileiro, desde 1953 o país havia decidido romper a dependência externa do petróleo e assumir a exploração, refino e distribuição de combustíveis, ao lado da implantação de uma indústria petroquímica em condições de garantir a segurança energética nacional.

6 – Em 1973, essa iniciativa — iniciada do zero — contava com 20 anos e ainda buscava a sua efetivação, incluindo o desenvolvimento de uma tecnologia — veja bem, TECNOLOGIA e não TÉCNICA — criada a partir das características e necessidades NACIONAIS.

7 - ENERGIA SOLAR E HISTÓRIA: A crise de 1973 acabou por colocar em prática propostas apresentadas desde o início do século XX por autores como Pandiá Calógeras, Manoel Bomfim, Alberto Torres e outros defensores da formação de uma matriz energética a partir dos recursos nacionais, com desenvolvimento de TECNOLOGIA LOCAL.

8 – SOBERANIA NACIONAL: E qual seria a base deste desenvolvimento? Considerando o ponto de vista político, a defesa da soberania brasileira, a INDEPENDÊNCIA ECONÔMICA, complementando a INDEPENDÊNCIA POLÍTICA de 1822 e, convenhamos, ainda hoje incompleta.

 

9 – PLANEJAMENTO ECONÔMICO: Os autores do início do século XX que citei não defenderam de forma direta o planejamento da economia, mas a leitura, mesmo superficial, das respectivas obras vai indicar a tendência ao estabelecimento deste modelo de economia, aspecto hoje odiado e condenado — por diferentes lateralidades da política — que defendem a fé incondicional nas chamadas LEIS DE MERCADO, mesmo que estas revelem-se — inclusive — contrárias às LEIS DA NATUREZA.

10 – E A ENERGIA SOLAR? A solução brasileira diante da crise do petróleo foi recorrer à BIOMASSA, um presente das LEIS DA NATUREZA aos países tropicais que possuem SOL o ano inteiro e, por isso mesmo, MUITA ENERGIA ACUMULADA ATRAVÉS DA FOTOSSÍNTESE.

11 – O PROÁLCOOL foi a resposta nacional. Sua aplicação, todavia, não conseguiu romper as condições de subordinação econômica e antinacional das classes dominantes brasileiras, que sabotaram TODAS as iniciativas de rompimento da dependência energética desde Calógeras, passando pela PETROBRAS, nascida de um grande movimento popular e criada a partir da decisão corajosa do presidente GETÚLIO VARGAS.

12 – Hoje, lamentavelmente, o conceito de energia solar ficou restrito à utilização de um modelo importado, através das células fotovoltaicas, ignorando as demais potencialidades da biomassa que ultrapassam a simples conversão em combustível para automóveis, alcançando a indústria química e, desta, a fabricação, inclusive, de plásticos.

13 – A PETROBRAS: A importância do petróleo — como estamos observando — não desapareceu, mas infelizmente, desde o governo de Fernando Henrique Cardoso — e ninguém depois alterou este quadro — o controle efetivo do PODER ECONÔMICO DO PETRÓLEO foi retirado da empresa nacional e encaminhado para Wall Street, onde é cotado em dólares conforme os interesses de fundos mil, que ganham muito, muito mesmo, na guerra e na paz, às custas do trabalho alheio.

14 – Remunerar os ditos investidores internacionais — na verdade, aplicações financeiras destes indivíduos muito, muito ricos — passou a ser o destino do conhecimento acumulado e do trabalho da PETROBRAS.

15 – O PODER ECONÔMICO DO PETRÓLEO: O termo foi amplamente estudado pelo professor Washington Albino e revela, em seu significado, a condição do PETRÓLEO como instrumento financiador da verdadeira revolução ambiental decorrente da ampla e racional utilização da BIOMASSA, condição abandonada ou, quem sabe, desligada para o seu futuro controle a partir das LEIS DO MERCADO.

 

 

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

A AMEAÇA À INTEGRIDADE NACIONAL DIANTE DA POSSIBILIDADE DE UM PROTETORADO DOS EUA NA AMÉRICA DO SUL

 ⚠️ A AMEAÇA À INTEGRIDADE NACIONAL DIANTE DA POSSIBILIDADE DE UM PROTETORADO DOS EUA NA AMÉRICA DO SUL ⚠️

Wladmir Coelho

A defesa da intervenção dos Estados Unidos na Venezuela por setores que se autodenominam conservadores no Brasil representa, a meu ver, um risco direto à integridade nacional brasileira 🇧🇷. Esse risco decorre da desestabilização de um país fronteiriço ao Brasil, que pode — a qualquer momento — ser transformado em uma espécie de protetorado estadunidense, reafirmando a lógica expansionista daquele país ⚠️.
O expansionismo dos Estados Unidos está presente na gênese de sua formação nacional, marcada pela anexação de territórios por diferentes meios — da compra à conquista militar. Exemplos históricos disso são a Flórida e a Louisiana, antes sob controle do Império Espanhol, bem como territórios tomados do México, como o Texas e a Califórnia 📜🌎.
Em sua forma contemporânea, esse expansionismo se manifesta na intenção de controle direto sobre a América, encontrando expressão recente na intervenção na Venezuela, cuja base econômica é evidente 💰🛢️.
A possibilidade de ampliação das fronteiras de influência dos Estados Unidos, por meio da transformação — ou tentativa de transformação — de um país limítrofe ao Brasil em protetorado, deveria, no mínimo, acionar um alerta estratégico no radar militar brasileiro 🚨🪖. Isso se torna ainda mais sensível diante do aumento potencial das ameaças ao controle efetivo da região amazônica 🌳, área que abriga um vasto e estratégico potencial energético, quer de origem fóssil, quer a partir da biomassa — aspecto ainda pouco debatido com a sociedade, mas que aponta para possibilidades reais de autossuficiência energética, inclusive para o Brasil ⚡🌱.
Nesse sentido, a postura brasileira deve ser analisada sob a ótica da defesa da soberania venezuelana, não como um gesto ideológico, mas como um elemento central de SEGURANÇA NACIONAL e, consequentemente, de defesa da INTEGRIDADE TERRITORIAL do próprio Brasil 🇧🇷🛡️.



domingo, 18 de janeiro de 2026

ENERGIA SOLAR, FOTOSSÍNTESE E CONSCIÊNCIA NACIONAL

 🌱⚡ ENERGIA SOLAR, FOTOSSÍNTESE E CONSCIÊNCIA NACIONAL ⚡🌱

WLADMIR COELHO

1 – O Estado de Minas de hoje traz a exultação pública de um deputado estadual a respeito dos bilhões que serão investidos em ENERGIA SOLAR no Estado.

2 – Primeiro, é preciso observar o seguinte: para o deputado – e, de resto, a maioria de seus pares e ímpares – o termo ENERGIA SOLAR ficou reduzido à simples importação de tecnologia e à consequente aplicação das técnicas relativas ao modelo fotovoltaico, predominantemente vinculado ao SISTEMA INTERLIGADO NACIONAL (SIN), gerando riscos à estabilidade e à integridade deste.

3 – Ignoram, estes senhores e senhoras, que as soluções para a superação da dependência fóssil decorrem da FOTOSSÍNTESE e que, dessa ignorância, se perdem as possibilidades NACIONAIS.

4 – O fato não é novo e, desde o início do século passado, PANDIÁ CALÓGERAS alertava para a necessidade da superação da simples importação de tecnologia, apontando um mapa detalhado dos nossos potenciais, incluindo a biomassa.

5 – No final do século 20, BAUTISTA VIDAL – o pai do PROÁLCOOL – provou que era possível e necessário criar uma tecnologia nacional para o setor energético do país, superando a simples incorporação de modelos importados que simplesmente amarram o nosso desenvolvimento.

6 – Neste contexto, não podemos deixar de incluir ÁLVARO VIEIRA PINTO e sua preocupação em apresentar uma teoria para a construção de uma CONSCIÊNCIA NACIONAL. Sim, vivemos em uma nação – diversa, plural – todavia UMA NAÇÃO, AINDA ASSIM!

7 – O Brasil – agora volto a BAUTISTA VIDAL – é privilegiado em termos de ENERGIA SOLAR e não pode permanecer reduzido a entender esse fantástico potencial como importação e imitação tecnológica; é preciso criar, mas antes entender como, PLANEJAR e, neste ponto, entra em cena outro grande estudioso do BRASIL: WASHINGTON ALBINO.

8 – Precisamos recorrer aos clássicos nacionais para fugir do oba-oba eleitoreiro, demagógico e dependente.



terça-feira, 13 de janeiro de 2026

A OLIGARQUIA KENNEDY E A CRIAÇÃO DA OTAN DO PETRÓLEO

 😏😏😏 FARINHA POUCA, MEU PIRÃO PRIMEIRO: O CONTROLE ESTADUNIDENSE DO PETRÓLEO MUNDIAL

A OLIGARQUIA KENNEDY E A CRIAÇÃO DA OTAN DO PETRÓLEO

Wladmir Coelho

1 – A franqueza do presidente Donald Trump em relação à intenção de controlar o petróleo da Venezuela, em nome da segurança nacional dos Estados Unidos, é apontada por diferentes analistas da imprensa livre do Brasil e do mundo igualmente dito livre ocidental, como uma novidade, própria de um lunático narcisista pouco habituado aos temas políticos, pronto para quebrar a tradição democrática de seu país.

2 – Segundo essa interpretação ingênua, os EUA, até hoje, somente atuavam em território estrangeiro de forma a garantir a democracia e os direitos humanos, sempre jogando seus mísseis e outros tipos de explosivos, humanitariamente cumprindo a sua tarefa civilizatória.

3 – O presidente Trump, neste caso, seria uma espécie de elefante numa loja de porcelana, uma exceção republicana a ser substituído em breve por um democrata pacífico e defensor das antigas tradições do país mais democrático da Via Láctea.

4 – Doce ilusão! No final da década de 1970, o então representante da oligarquia dos Kennedy – Edward –, um democrata praticante e juramentado que ocupou a vaga de senador pelo Estado de Massachusetts por quase 50 anos, apresentou a seguinte proposta em nome da democracia, da segurança nacional e da liberdade traduzida no controle do petróleo pelos capitalistas dos EUA: criação de uma espécie de OTAN petrolífera que garantiria o controle conjunto das reservas, garantindo assim uma utilização racional do precioso mineral.

5 – Os entreguistas brasileiros, façamos justiça, haviam preparado vinte anos antes a cabeça dos ingênuos, apresentando sua adesão à tese da “segurança continental” defendida pelo marechal Juarez Távora, ou seja, o ilustre militar entendia segurança nacional brasileira como atrelada à dos EUA, sempre em nome da democracia e da justiça.

6 – Perceberam o quanto o presidente Trump não está inovando nada?


terça-feira, 6 de janeiro de 2026

ENTRE A DIGNIDADE NACIONAL E A SUBMISSÃO

  ENTRE A DIGNIDADE NACIONAL E A SUBMISSÃO

Wladmir Coelho

1 - Ontem, durante uma manifestação na Praça Sete de Setembro, em Belo Horizonte, contra o ato terrorista praticado pelos EUA na Venezuela, um reduzido grupo de provocadores, reivindicando-se como conservadores, apresentou-se acompanhado de um indivíduo que dizia ser venezuelano. Este, por sua vez, afirmava, em coro com eles, o seu apoio ao ato de guerra estadunidense contra o que seria o seu país.

2 -Particularmente, jamais reivindiquei a condição de “conservador”; contudo, diante da atitude insana daquela gente, quase que automaticamente recordei de um antigo militar apresentado por muitos como tal. Refiro-me ao Marechal Mário Travassos e a um pequeno artigo que escrevi há alguns anos.
3 - Vou inserir abaixo um trecho do artigo e mostrar as diferenças entre um homem lúcido e aqueles rebaixados entreguistas, partidários do retorno do Brasil e da América Latina à condição colonial.
"Em 1931 escrevia o então capitão Mário Travassos em seu livro Projeção Continental do Brasil: “A influência mundial dos Estados Unidos é hoje realidade que não se discute. (...) É servidão contra a qual inutilmente se debatem os que contra ela se revoltam.” Travassos revela neste ponto o inequívoco movimento do imperialismo estadunidense em direção a América do Sul prevendo como porta de entrada as bacias do Orinoco – a partir da Venezuela – e do Magdalena na Colômbia.
O motivo do interesse imperialista na região, descreve Travassos, encontra-se na “importância avassaladoramente crescente do avião e do automóvel, sem dúvida nenhuma cabem a borracha e ao petróleo as referencias que devem balizar as influências poltitico-econômicas yankees no território sul-americano.
Decorridos 88 anos da primeira publicação da obra aqui citada verificamos a Colômbia transformada, a pretexto do combate ao tráfico de drogas, em gigantesca base militar estadunidense enquanto a Venezuela é pressionada, através da ameaça de ocupação militar, a rever o processo de nacionalização petrolífera efetivada durante o governo do coronel Hugo Chaves.
Travassos, inicialmente, revela em sua constatação a respeito do expansionismo estadunidense uma frase, cujo teor, pode conduzir ao conformismo afirmando a inutilidade do combate da servidão ao império. Entretanto sua obra vai apresentar uma grande preocupação com o papel do Brasil diante do imperialismo estadunidense e deste, quais seriam os principais problemas a superar como forma de garantir a integridade territorial brasileira, a soberania, somados estes ao fato projeção ou liderança da América do Sul. "
O texto completo está aqui: https://revistaeletronicaoabrj.emnuvens.com.br/revista/article/view/566?fbclid=IwY2xjawPJzm5leHRuA2FlbQIxMQBzcnRjBmFwcF9pZBAyMjIwMzkxNzg4MjAwODkyAAEefZW-E065zrL92c7WkBV0WxgVvROFXZ5lQw1ghLf_lrhpUCY9QM7VKo4Aieo_aem_5u16eoIAqtJkavD8HbVeRQ

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

EDUCAÇÃO, PODER E DOMINAÇÃO: UMA CONVERSA NECESSÁRIA

 





📚🧠🔥 EDUCAÇÃO, PODER E DOMINAÇÃO: UMA CONVERSA NECESSÁRIA 🌎⚖️💣

por Wladmir Coelho

A educação foi definida — em termos gerais — por Álvaro Vieira Pinto como uma forma de reprodução dos interesses de uma sociedade. Ao recordar a amplitude do processo educacional — veja bem, processo — o autor destaca seu caráter permanente, não restrito à escolarização, mas presente também no trabalho, no cinema, na televisão, na família, na religião e em múltiplas outras dimensões da vida social.

Por isso mesmo, quando tratamos do tema educação, precisamos, inicialmente, compreender a forma de organização de uma sociedade em sua dimensão histórica, bem como as suas contradições. Não há educação neutra, assim como não há processo formativo dissociado das relações de poder que estruturam a vida social.

É nesse ponto que chegamos aos recentes acontecimentos observados na Venezuela, quando uma potência estrangeira simplesmente decide dominar um país mais fraco em termos econômicos e militares, sequestrar o seu presidente e julgá-lo a partir de acusações vazias. Paralelamente, essa mesma potência divulga como resultado dessa ação militar o controle do setor petrolífero. Vejamos: antes da invasão e do golpe, as empresas estadunidenses não estavam proibidas de atuar na Venezuela e já operavam no país, como é o caso da Chevron, que exportou mais de 140 mil barris de petróleo por dia no ano passado.

Os motivos do uso da força militar e do sequestro presidencial, como é fácil observar, encontravam-se na intenção de assumir o controle da produção petrolífera e direcionar sua venda conforme interesses próprios — com destaque para o mercado chinês — ampliando, assim, o poder de manipulação dos preços dessa preciosa commodity. A Venezuela, como sabemos, possui a maior reserva provada de petróleo do planeta.

Voltemos à educação. Ao longo dos últimos três séculos, recebemos doses cavalares de uma história idealizada dos Estados Unidos. Consumimos literatura, filmes e músicas que exaltam um mítico povo portador de uma suposta missão divina de civilizar os “selvagens” da América. América, eis o problema.

Para a classe dominante estadunidense, o termo América não se limita à denominação de um continente, mas expressa uma forma específica de organização econômica, política e social, construída a partir de suas condições históricas e interpretada por seus membros como determinada por Deus. Essa visão se resume na conhecida lenda do Destino Manifesto.

Trata-se de uma lenda que parcela considerável da população estadunidense considera verdadeira, difundida por todo o continente por meio da indústria cultural e constantemente presente no discurso de dominação, quase sempre precedido por expressões cínicas como “apoio ao desenvolvimento econômico”, “liberdade” e “democracia”.

O Destino Manifesto impulsionou, após a independência dos Estados Unidos, o expansionismo rumo ao Oeste, com a apropriação de territórios coloniais da Espanha — uma monarquia católica e, portanto, duplamente atrasada segundo essa narrativa —, a declaração de guerra contra os povos indígenas sob o pretexto de uma missão civilizatória e a imposição de guerras de conquista contra o México.

Reproduzir os interesses de uma sociedade — neste caso — significa, necessariamente, convencer os demais povos do continente de sua inferioridade em todos os sentidos e controlar, a ferro e fogo, as formas de entendimento da realidade. O resultado é, no máximo, um entendimento ingênuo, segundo o qual todo o nosso atraso seria fruto de uma índole malvada e corrupta, justificando, assim, uma permanente intervenção educacional dos Estados Unidos, que se atribuem a tal missão divina.

Nesse contexto, torna-se mais compreensível a confusão de muitos diante da defesa da soberania de um país. Qualquer tentativa, ainda que mínima, de controle da economia para estruturar um projeto de desenvolvimento nacional é imediatamente atacada, tachada de autoritária ou comunista. Seguem-se sanções econômicas e, quando estas não funcionam, os chamados “mísseis da democracia” estão sempre à disposição.

domingo, 6 de abril de 2025

 


GLÓRIA, GLÓRIA!
SIR EDWARD WICKFIELD NASCEU NO INTERIOR DE SÃO PAULO.

Wladmir Coelho

Imaginem: em São Paulo havia um juiz que apresentava-se com o curioso nome de EDWARD ALBERT LANCELOT DODD CANTERBURY CATERHAM WICKFIELD, e dizia pertencer à nobreza da Inglaterra. Sua Graça circulou lindo e loiro e convenceu os magistrados paulistas e assemelhados por pelo menos duas décadas, e o nobre magistrado até aposentou-se na função para a qual fora aprovado em concurso público; mas eis que um dia o súdito de sua majestade resolveu tirar uma nova carteira de identidade, e a fraude apareceu.

Na verdade, Sir Wickfield não passava de um personagem criado por José Eduardo Franco dos Reis, nascido no município de Águas da Prata, no interior de São Paulo. Independentemente dos motivos, ainda não esclarecidos, que levaram o Dr. José Eduardo a cometer o crime de falsidade ideológica, fica a lição apresentada por Lima Barreto em seu clássico “Os Bruzundangas”, no qual relata a loucura alucinada de nossa classe dominante, seu delírio colonial, sua submissão à tradição elitista dos impérios decadentes.

Aos jornais, a elite judiciária paulista revela como foi convencida da nobreza de Sir Wickfield: “ele tomava chá às cinco”, afirmou um promotor que pediu anonimato; “era de uma empáfia terrível”, declarou um advogado cujo nome foi ocultado; “ele era um charlatão”, afirmou um decepcionado desembargador com identidade devidamente protegida. Vida que segue no país dos bruzundangas.

sábado, 5 de abril de 2025

TARIFAS DE TRUMP: TODA UNANIMIDADE É BURRA O MUNDO GIRA E O BRASIL RODA

 

TARIFAS DE TRUMP: TODA UNANIMIDADE É BURRA

O MUNDO GIRA E O BRASIL RODA

Wladmir Coelho

O consenso condenatório da imprensa dita livre a respeito das medidas protecionistas de Mr. Trump revela, no mínimo, a necessidade de uma análise mais cuidadosa do tema e, recordando a sentença de Nélson Rodrigues, não tenho medo de reafirmar que: “toda unanimidade é burra”.

Enquanto isso, observamos a sabujice dos governos dos países dependentes – e não devemos esquecer que o nosso auriverde torrão encontra-se na lista – desesperados no sentido de encontrar os meios para manter o modelo apelidado de neoliberal e suas instituições de controle econômico internacionais, fundadas exatamente para aplicar a fórmula imperialista de subordinação.

Apresentam esses governantes evidentes sintomas da síndrome de Estocolmo, aspecto facilmente verificado na desesperada defesa das instituições internacionais criadas com o claro objetivo de favorecer os interesses imperialistas, ou seja, a total abertura econômica e a desindustrialização dos países subordinados.

Desse modo, o governo brasileiro surge como defensor de uma ordem prejudicial ao nosso desenvolvimento nacional, ignorando que o próprio império abandonou as ditas regras internacionais. Entenderam a unanimidade da imprensa livre?

No início do século XIX, um economista alemão chamado Friedrich List defendeu a existência do Sistema Econômico Nacional em oposição à subordinação etapista de Adam Smith e apontou os Estados Unidos, com sua política de favorecimento do capital nacional e da industrialização, como exemplo de país ideal.

Passados dois séculos, o governo do Brasil, diante de uma chance única, ao invés de discutir a reestatização da sua antiga estrutura construída para fundamentar a industrialização, revela-se prisioneiro do círculo de giz imperialista, do Estado mínimo, e mergulha de cabeça na defesa louca de um modelo de escravização econômica.

 

 

 

 

 

 

terça-feira, 1 de abril de 2025

 



CONSULTANDO OS ASTROS:
TRUMP E AS TAXAÇÕES


Por Wladmir Coelho

1 – O material que ilustra essa postagem revela um elemento político pouco debatido, ou seja, o império pretende mobilizar o dito “agronegócio” na mileinização do Brasil. O alvo das ditas tarifas encontra-se exatamente no setor do álcool notadamente em sua condição de “energia alternativa”.
2 – Vou bancar o adivinho: a fragilidade nacional, denominada eufemisticamente de 'desindustrialização', será a base da histeria diante da possibilidade de diminuição da exportação de produtos como o etanol. No final das contas, não seria surpresa o frágil governo brasileiro acabar cedendo novamente aos interesses imperiais, na forma de destruição daquilo que ainda resta da indústria mais ou menos auriverde. Afinal, na cabeça dos economistas oficiais, o desenvolvimento de uma economia pode muito bem ocorrer a partir do fortalecimento de um setor, em nosso caso o agrícola, aliado ao rígido corte no orçamento público para agradar aos fundos de investimentos e Wall Street.

3 – A leitura atenta da matéria em análise permite observar o enquadramento das empresas produtoras de conteúdo audiovisual, e não preciso aqui citar o nome da maior delas, sempre interessada em enviar suas novelas e filmes para um setor específico do mercado imperial. Daqui a pouco, essa empresa vai inundar os seus programas jornalísticos com especialistas e mais especialistas, com um discurso dúbio em defesa do livre mercado e críticas ao protecionismo trumpista. Afinal, o Brasil é agro, o agro é pop, e dá-lhe dependência e redução à condição dependente.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2025

 RECORDAR É VIVER:

ECONOMIA PORCA
Por Wladmir Coelho

*A imprensa "livre" de MG foi o principal instrumento de legitimação para a construção do trambolho conhecido por Cidade Administrativa.
*As críticas eram abafadas na "rádia", no "grande jornal dos mineiros" e no plim plim. *O construtor dos prédios era apontado como o novo JK e seus opositores congelados, ridicularizados, demitidos, perseguidos até pela justiça democrática e republicana.
*Enquanto isso o herdeiro demagogo é aclamado, na mesma imprensa livre, por não gastar, economizar ... o resultado verifica-se na decadência física da sede do governo: uma obra "porca" transformada em chiqueiro por falta de manutenção.
* A segurança, a educação, a saúde seguem o mesmo rumo da "economia porca" .



E OS JUROS?

Por Wladmir Coelho 

 Os juros subiram outra vez e isso quer dizer o seguinte; os trabalhadores ganharam de presente do governo mais um elo nas correntes de sua escravidão. Os banqueiros ainda estão aqui com sua ditadura do capital, do lucro. O povo é mais forte, mas está sem rumo, sem liderança.

 CORRELAÇÃO DE FORÇAS

IMOBILISMO É O SEU NOME?

Por Wladmir Coelho

* A justificativa para a cautela que beira o imobilismo do governo federal é apresentado ao povo como "correlação de forças desfavoráveis" complementado com a fantasia do " problema de comunicação ".
* O fato correlação legitimou a entrega de muitos ministérios aos dignos representantes da direita, do reacionarismo, do atraso em nome da salvação da DEMOCRACIA.
* Ontem o chefe de uma das facções da direita democrática e controlador de parte considerável do orçamento da União, durante reunião com os tubarões, desceu o pau no Presidente da República e ainda chamou de fraco o sr. Ministro da Fazenda que, verdade seja dita, cumpre direitinho as determinações dos banqueiros e afins. Quanta injustiça meu Deus!
* A mesma facção de direita presenteou o governo com parcela de seus deputados - inclusive um de Minas Gerais - assinando o esdrúxulo pedido de impeachment do Presidente da República amparado no remake da pedalada.
* Curioso; o senador relator do impeachmentda Dilma foi para o TCU....
*A correlação de forças será sempre desfavorável ao povo nos países dependentes, precisamos debater alternativas para superação do atraso sem medo ou preconceitos ideológicos

quinta-feira, 25 de abril de 2024

GUERRA E INTERVENÇÃO DO ESTADO NA ECONOMIA

 



 - GUERRA E INTERVENÇÃO DO ESTADO NA ECONOMIA

 - A LUTA ATÉ O ÚLTIMO UCRANIANO E OS LUCROS DA INDÚSTRIA DA GUERRA

Por Wladmir Coelho

1 - Democratas e republicanos aprovaram um pacote de gastos de US$ 95 bilhões para as diferentes guerras de interesse o império e destes, US$ 61 bilhões, foram direcionados a Ucrânia.  A classe dominante do país europeu segue com firme determinação a ordem imperial de lutar “até o último ucraniano” e vibra com a publicidade francesa que promete o envio de tropas para a frente de batalha. Promete, note bem.

2 – Voltando aos bilhões dos Estados Unidos: no último dia 23 o Senado aprovou um robusto pacote financeiro destinado aos conflitos – quentes e frios - envolvendo Israel, Taiwan e Ucrânia. A maior parte destes recursos, como observamos, destinam-se aos ucranianos.

3 – Em tempos de arcabouços e discursos economicistas destinados a tapear os ingênuos com anúncios do caos, do fim do mundo caso o Estado venha a gastar para estimular a indústria, a economia observamos, lá  na sede do império, a vibrante corrente prá frente dos jornalões com os gastos de guerra.  

4 – Os investimentos do Estado estadunidense na guerra da Ucrânia – segundo o site  Breaking Defense representante da vibrante indústria da morte – jamais saíram do país e foram gastos na compra de material bélico produzido em casa mesmo.

5 – Washington Post, Time e afins acumulam matérias revelando os setores beneficiados e citam a cadeia produtiva das bombas e misseis abrangendo 70 cidades em 30 estados incluindo o republicano Texas e a Califórnia dos democratas. Locupletam todos!

domingo, 15 de outubro de 2023

 


PALESTINA: A REAÇÃO  CONTRA AS ATROCIDADES DO IMPERIALISMO

Por Wladmir Coelho

1 – A imprensa “livre” auriverde segue a sua função colonial e vai traduzindo as informações conforme a necessidade dos oligopólios aos quais encontra-se associada, dependente.

2 – Ignora a condição colonialista de Israel e apresenta a questão dos palestinos, submetidos desde o final da Segunda Guerra Mundial ao militarismo israelense, como resumida aos acontecimentos de 7 de outubro.

3 – O discurso que predomina na chamada imprensa “livre” vai revelando a estratégia da falsa consciência, ou seja, assume um relativismo fofo no qual os dois lados da disputa estariam errados, mas o erro do mais forte é RELATIVO.

4 – Diante dos fatos não há como negar o cerco, método assassino copiado dos mais cruéis exércitos da antiguidade, que deixa sem água, alimentos e combustíveis uma região bombardeada dia e noite. Quem pratica atrocidades?

5 – O RELATIVO encontra-se na farsa da redução da questão da Palestina ao atual governo fascista ocultando o papel da classe dominante israelense responsável – associada ao imperialismo estadunidense – pelo processo de colonização iniciado no final dos anos 40 da Palestina.

6 – Assim a paz, segundo a imprensa “livre”, não seria iniciada considerando as propostas existentes – inclusive na ONU -  de reconhecimento da Palestina como Estado soberano – com a devida unidade territorial -  e sim a soma de uma mudança de partido no poder em Israel mais o aniquilamento de um grupo apontado como terrorista.

7 – E depois? Como será o dia seguinte a queda de Bibi? Não há necessidade de recorrer aos adivinhos. O imperialismo pode até adotar um discurso relativista fofinho, mas a forma de dominação continuará a mesma provocando a reação dos dominados.

sexta-feira, 25 de agosto de 2023


 


LUTAR ATÉ O ÚLTIMO UCRANIANO: EIS A PROPOSTA DOS EUA

WALL STREET ESPERNEIA, ESTREBUCHA COM O ATRASO DOS PAGAMENTOS

Por Wladmir Coelho

1 - O material que vai ilustrando esta postagem retirei do porta-voz oficial dos tubarões de Wall Street revelando a preocupação dos ricaços com o fracasso da contraofensiva ucraniana e consequente atraso nos pagamentos dos empréstimos e início da "reconstrução" da Ucrânia.

2 - Os jornais dos EUA revelam os bastidores da guerra na Ucrânia e citando as famosas "fontes que preferem não se identificar" apresentam as reclamações dos militares estadunidenses indignados com a cautela "excessiva” dos ucranianos quando o assunto é preservar a vida de seus soldados.

3 – Os militares made in USA, em condição de anonimato, reclamam e pedem o suicídio em massa dos soldados que ainda restam no exército ucraniano: “manter o número de mortos e feridos baixos é necessário para manter a capacidade de combate a longo prazo, argumentam os ucranianos. No entanto, as autoridades norte-americanas acreditam que os ataques limitados dos ucranianos em pequenas frentes dificultam a ofensiva.” Explica o Wall Street.


terça-feira, 15 de agosto de 2023


 


*CANDIDATO ARGENTINO DEFENDE LEGALIZAÇÃO DA VENDA DE ÓRGÃOS
*DOLARIZAÇÃO ENCANTA OS INGÊNUOS
*CLASSE MÉDIA BRASILEIRA VAI NA ONDA

Por Wladmir Coelho

1 - O sr. Javier Milei apresenta-se como "libertário", "anarcocapitalista" e vai conquistando a classes média daqui e de lá....Um antigo mandatário brasileiro gravou até vídeo em apoio ao sr. Milei, prá variar, em nome de DEUS, PÁTRIE E FAMÍLIA.
2 - Aspecto curioso das propostas do sr. Javier Milei é a legalização DA VENDA DE ÓRGÃOS justificado assim pelo anarcocapitalista: “Mi primera propiedad es mi cuerpo. ¿Por qué no voy a poder disponer de mi cuerpo?”
3 - O antigo mandatário brasileiro terminou assim o vídeo em apoio ao candidato que defende a venda de pedaços do corpo como forma de investimento: "se Deus quiser irei visitá-lo brevemente". Completo a frase: "se Deus quiser e a polícia deixar".
4 - DOLARIZAÇÃO: O sr. Milei também promete acabar com a moeda argentina e dolarizar de vez o país. A classe média ingênua vai ao delírio acreditando que ao vender a sua soberania vai passar a nadar em dinheiro estadunidense. Há, há, há! Pergunte aos países africanos controlados pela França o que é possuir uma moeda presa, dependente de outro país e se tiver um tempinho pesquise a respeito do FRANCO CFA.
4 - Apenas para recordar: o corpo no capitalismo é mercadoria igual a qualquer outra agora temos a proposta de legalização de seu fracionamento para atender a quem pode pagar pela vida outra mercadoria a ser oferecida aos muito ricos.

terça-feira, 1 de agosto de 2023


 

PETROBRAS FOI CRIADA PARA GARANTIR A POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO NACIONAL

 

Por Wladmir Coelho

1 - Os jornais apresentam-se preocupados com a REDUÇÃO, vejam bem, REDUÇÃO nos dividendos pagos aos tubarões de Wall Street pela PETROBRAS. Essa patota aglomerada nos fundos de investimentos encontra-se muito bem alimentada desde o governo FHC que transferiu para Nova Iorque os destinos da única empresa nacional em condições de promover a superação do atraso brasileiro.

2 – Enquanto os tubarões eram capitalizados, graças ao sacrifício dos trabalhadores brasileiros, os jornais davam vivas e diziam que economia é assim mesmo e cada um dá o que tem.

3 – O dinheiro do povo brasileiro, com redução e tudo, ainda segue para os tubarões – estrangeiros e nacionais colonizados – e precisamos recordar que a PETROBRAS foi criada para garantir a utilização do PODER ECONÔMICO DO PETRÓLEO para o desenvolvimento nacional, MODERNIZAÇÃO CAPITALISTA, um processo iniciado em 1930 com Getúlio Vargas.

4 – Apenas para recordar: a história mundial do petróleo  revela a condição monopolística de sua exploração e o Brasil escolheu – após ampla movimentação popular – o MONOPÓLIO NACIONAL E ESTATAL contra o MONOPÓLIO PRIVADO. Precisamos recuperar este princípio.

PS 1 – Os tubarões pressionam para aplicação de políticas econômicas pautadas na redução dos salários, dos gastos públicos para – naturalmente – seguir com a prática de lucros e dividendos maiores.    

OS 2 – Até o governo FHC o controle do capital da PETROBRAS era centrado no Estado brasileiro de diferentes formas. A fome neoliberal enviou a petrolífera brasileira para Nova Iorque submetendo-se, por isso mesmo, as leis de lá, do império.  

domingo, 2 de abril de 2023

REFORMA DO ENSINO MÉDIO E IDEOLOGIA RESPOSTA AO ARTIGO DO ECONOMISTA DOUTOR CLÁUDIO DE MOURA CASTRO


 

REFORMA DO ENSINO MÉDIO E IDEOLOGIA

RESPOSTA AO ARTIGO DO ECONOMISTA

DOUTOR CLÁUDIO DE MOURA CASTRO

 

POR WLADMIR COELHO

1 – Em artigo publicado no jornal Estado de São Paulo domingo, 2 de abril, o economista doutor Cláudio de Moura Castro apresenta com nitidez os elementos ideológicos presentes na chamada “reforma do ensino médio”.  

2 – O doutor Moura Castro, para confundir os ingênuos, inicia o artigo descendo a borduna nos ministros da educação nomeados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro um expediente comum em nossos dias e amplamente utilizado por aqueles interessados em manter e ampliar o projeto ideológico representado no antigo mandatário sem os carimbos amplamente conhecidos.

3 – Na mesma edição o jornal paulista, em seu editorial, apresenta um conceito peculiar de democracia no qual o Congresso ao aprovar uma lei – e no caso do editorial em questão tratava-se daquela da autonomia do Banco Central – esta jamais pode ser contestada e no caso em questão não precisamos de muito esforço para perceber os interesses dos banqueiros elevados a condição sacrossanta e desta a famosa condição de fim – no sentido de término – da história.

4 – O fim da história – em termos práticos – significa o seguinte: as leis implantadas pelos interesses do capital são permanentes e não podem ser tocadas, pois representam a verdade absoluta. Eis o conceito de democracia do Estado de São Paulo.

5 – Voltando ao doutor economista Moura Castro vamos observar o seu horror e desprezo ao conceito de democracia como prática participativa  – um exercício perfeitamente possível e previsto em diferentes pontos da Constituição de 1988 – reduzidos pelo economista em questão a condição de  “assembleísmo” e uma delas – segundo o douto autor em análise -  “pariu o Plano Nacional de Educação (PNE)” completando a respeito da Conferência Nacional na qual foi aprovado o PNE: “o caos mais memorável que presenciei em minha vida.”

6 – E o que seria o “caos” na Conferência Nacional de Educação? Primeiro a existência de “milhares de sugestões disparatadas” e depois a falta de referência “as palavras eficiência e qualidade”. Observe: o conceito de democracia do Estadão - e por consequência do economista Moura Castro - não admitem divergências de ideias e menos ainda a construção de um projeto educacional brasileiro a partir dos interesses nacionais, de um consenso efetivado a partir dos trabalhadores e estudantes.

7 – Para o economista Moura Castro o PNE carregava ainda o “perigo” presente na nas “ideias do italiano Gramsci. Nos anos 20, esse filósofo esquerdista se atrapalhou com a lei e foi parar na cadeia. Lá, escreveu sobre educação, com propostas ambiciosas e revolucionárias.” Afirma o economista.

8 – Existindo alguma dúvida a respeito do peculiar conceito de democracia do Estadão e do douto economista devemos observar o culto a ordem estabelecida e desta constatação perguntar: qual era a ordem estabelecida na Itália que resultou na prisão do filósofo esquerdista em função de “trapalhadas” com a lei? Ora, a resposta é simples: a Itália naquele momento histórico encontrava-se submetida a ditadura fascista de Benito Mussolini. Isso qualquer estudante sabe, trata-se de parte dos temas presentes nas antigas e suprimidas aulas de História em função da dita reforma defendida pelo economista Moura Castro.  

9 – Mussolini considerou Gramsci perigoso da mesma forma o doutor Moura Castro e sabem o motivo? Eis a resposta retirada do artigo em análise: “Suas preocupações [as do Gramsci] com as diferenças entre a educação dos pobres e a dos ricos eram e são legitimas. Mas, para ele, a cura seria oferecer exatamente a mesma educação para todos, indo da prática aos píncaros da abstração. O modelo ficou conhecido como ‘politecnia’. Mas essa proposta é fantasiosa.”

10 – A partir das observações do ponto anterior vou destacar duas questões: a primeira o discurso do ‘marxismo cultural’ – o autor em questão não cita o termo, mas apresenta o seu significado - como fantasma presente no Plano Nacional de Educação e deste a contaminar toda prática escolar em nosso país somado as variações do tipo mamadeira erótica, ‘ideologia de gênero’ e todo o delírio amplamente divulgado. A segunda está na confissão dos interesses ocultos na dita reforma do ensino médio confirmando as denuncias realizadas por professores e estudantes, ou seja, a criação de uma escola inferior para os filhos dos trabalhadores e outra para os futuros gerentes. Aquelas escolas para as classes dominantes não vou anotar neste texto por razões obvias: esta parcela da juventude não estuda no Brasil.

10 – Em termos gerais podemos afirmar que o doutor Moura Castro não enxerga educação de qualidade para todos, mas privilégios de classe traduzindo eficiência como sinônimo de criação dos meios para reduzir os estudantes das classes populares a simples condição de produto de reposição mercadológica futura. Desconhece o economista o necessário acesso ao conhecimento acumulado pela humanidade ou dos fundamentos, criação de meios para o melhor desenvolvimento da juventude. Para ele pensar, criticar, entender não é função da escola para o povo.

11 - Deve ser por isso que em seu artigo escreve a respeito da antiga organização do ensino médio nacional: “Tinha de estudar também Química quem gostava de Literatura. E entediar-se como Filosofia quem queria ser físico.” Que respondam a restritiva ideia de formação do douto economista os exemplos de Carl Sagan, Einstein, Bohr e outros físicos e filósofos que felizmente não passaram pela estreita visão de educação do douto economista.  No Brasil recordo o exemplo do zoólogo Paulo Vanzolini, que matriculado hoje no ensino médio, não teria a formação escolar em literatura e quem sabe não desenvolveria – ao lado do cientista – a condição de compositor musical.

12 – Aos poucos vamos observando como a dita reforma do ensino médio representa os interesses ideológicos da classe dominante, dos banqueiros e seus institutos e fundações transformando os professores em meros transmissores do conteúdo apresentado em suas apostilas reduzindo o processo ensino aprendizagem a condição de simples adequação ao mundo sem história da permanente submissão. Ainda não encontrei, entre os defensores da revogação da dita reforma do ensino médio, um defensor da estagnação do modelo educacional e como foi possível observar esta posição pertence aos ditos reformadores.


terça-feira, 21 de março de 2023

 


CREDIT SUISSE

Por Wladmir Coelho
A imprensa "livre" de nosso auriverde torrão - tradicional defensora da não intervenção estatal na economia - promovendo verdadeiro contorcionismo em economês para ocultar o óbvio: o banco UBS não comprou por US$3 bi o Credit Suisse e sim recebeu mais de U$ 100 bi do governo para segurar as pontas do capitalismo financeiro e evitar a quebradeira agora. #UBS #CreditSuisse

Programa Escuta Educativa da Rádio Educare.47 do Instituto de Educação de Minas Gerais

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