domingo, 18 de janeiro de 2026

ENERGIA SOLAR, FOTOSSÍNTESE E CONSCIÊNCIA NACIONAL

 🌱⚡ ENERGIA SOLAR, FOTOSSÍNTESE E CONSCIÊNCIA NACIONAL ⚡🌱

WLADMIR COELHO

1 – O Estado de Minas de hoje traz a exultação pública de um deputado estadual a respeito dos bilhões que serão investidos em ENERGIA SOLAR no Estado.

2 – Primeiro, é preciso observar o seguinte: para o deputado – e, de resto, a maioria de seus pares e ímpares – o termo ENERGIA SOLAR ficou reduzido à simples importação de tecnologia e à consequente aplicação das técnicas relativas ao modelo fotovoltaico, predominantemente vinculado ao SISTEMA INTERLIGADO NACIONAL (SIN), gerando riscos à estabilidade e à integridade deste.

3 – Ignoram, estes senhores e senhoras, que as soluções para a superação da dependência fóssil decorrem da FOTOSSÍNTESE e que, dessa ignorância, se perdem as possibilidades NACIONAIS.

4 – O fato não é novo e, desde o início do século passado, PANDIÁ CALÓGERAS alertava para a necessidade da superação da simples importação de tecnologia, apontando um mapa detalhado dos nossos potenciais, incluindo a biomassa.

5 – No final do século 20, BAUTISTA VIDAL – o pai do PROÁLCOOL – provou que era possível e necessário criar uma tecnologia nacional para o setor energético do país, superando a simples incorporação de modelos importados que simplesmente amarram o nosso desenvolvimento.

6 – Neste contexto, não podemos deixar de incluir ÁLVARO VIEIRA PINTO e sua preocupação em apresentar uma teoria para a construção de uma CONSCIÊNCIA NACIONAL. Sim, vivemos em uma nação – diversa, plural – todavia UMA NAÇÃO, AINDA ASSIM!

7 – O Brasil – agora volto a BAUTISTA VIDAL – é privilegiado em termos de ENERGIA SOLAR e não pode permanecer reduzido a entender esse fantástico potencial como importação e imitação tecnológica; é preciso criar, mas antes entender como, PLANEJAR e, neste ponto, entra em cena outro grande estudioso do BRASIL: WASHINGTON ALBINO.

8 – Precisamos recorrer aos clássicos nacionais para fugir do oba-oba eleitoreiro, demagógico e dependente.



terça-feira, 13 de janeiro de 2026

A OLIGARQUIA KENNEDY E A CRIAÇÃO DA OTAN DO PETRÓLEO

 😏😏😏 FARINHA POUCA, MEU PIRÃO PRIMEIRO: O CONTROLE ESTADUNIDENSE DO PETRÓLEO MUNDIAL

A OLIGARQUIA KENNEDY E A CRIAÇÃO DA OTAN DO PETRÓLEO

Wladmir Coelho

1 – A franqueza do presidente Donald Trump em relação à intenção de controlar o petróleo da Venezuela, em nome da segurança nacional dos Estados Unidos, é apontada por diferentes analistas da imprensa livre do Brasil e do mundo igualmente dito livre ocidental, como uma novidade, própria de um lunático narcisista pouco habituado aos temas políticos, pronto para quebrar a tradição democrática de seu país.

2 – Segundo essa interpretação ingênua, os EUA, até hoje, somente atuavam em território estrangeiro de forma a garantir a democracia e os direitos humanos, sempre jogando seus mísseis e outros tipos de explosivos, humanitariamente cumprindo a sua tarefa civilizatória.

3 – O presidente Trump, neste caso, seria uma espécie de elefante numa loja de porcelana, uma exceção republicana a ser substituído em breve por um democrata pacífico e defensor das antigas tradições do país mais democrático da Via Láctea.

4 – Doce ilusão! No final da década de 1970, o então representante da oligarquia dos Kennedy – Edward –, um democrata praticante e juramentado que ocupou a vaga de senador pelo Estado de Massachusetts por quase 50 anos, apresentou a seguinte proposta em nome da democracia, da segurança nacional e da liberdade traduzida no controle do petróleo pelos capitalistas dos EUA: criação de uma espécie de OTAN petrolífera que garantiria o controle conjunto das reservas, garantindo assim uma utilização racional do precioso mineral.

5 – Os entreguistas brasileiros, façamos justiça, haviam preparado vinte anos antes a cabeça dos ingênuos, apresentando sua adesão à tese da “segurança continental” defendida pelo marechal Juarez Távora, ou seja, o ilustre militar entendia segurança nacional brasileira como atrelada à dos EUA, sempre em nome da democracia e da justiça.

6 – Perceberam o quanto o presidente Trump não está inovando nada?


terça-feira, 6 de janeiro de 2026

ENTRE A DIGNIDADE NACIONAL E A SUBMISSÃO

  ENTRE A DIGNIDADE NACIONAL E A SUBMISSÃO

Wladmir Coelho

1 - Ontem, durante uma manifestação na Praça Sete de Setembro, em Belo Horizonte, contra o ato terrorista praticado pelos EUA na Venezuela, um reduzido grupo de provocadores, reivindicando-se como conservadores, apresentou-se acompanhado de um indivíduo que dizia ser venezuelano. Este, por sua vez, afirmava, em coro com eles, o seu apoio ao ato de guerra estadunidense contra o que seria o seu país.

2 -Particularmente, jamais reivindiquei a condição de “conservador”; contudo, diante da atitude insana daquela gente, quase que automaticamente recordei de um antigo militar apresentado por muitos como tal. Refiro-me ao Marechal Mário Travassos e a um pequeno artigo que escrevi há alguns anos.
3 - Vou inserir abaixo um trecho do artigo e mostrar as diferenças entre um homem lúcido e aqueles rebaixados entreguistas, partidários do retorno do Brasil e da América Latina à condição colonial.
"Em 1931 escrevia o então capitão Mário Travassos em seu livro Projeção Continental do Brasil: “A influência mundial dos Estados Unidos é hoje realidade que não se discute. (...) É servidão contra a qual inutilmente se debatem os que contra ela se revoltam.” Travassos revela neste ponto o inequívoco movimento do imperialismo estadunidense em direção a América do Sul prevendo como porta de entrada as bacias do Orinoco – a partir da Venezuela – e do Magdalena na Colômbia.
O motivo do interesse imperialista na região, descreve Travassos, encontra-se na “importância avassaladoramente crescente do avião e do automóvel, sem dúvida nenhuma cabem a borracha e ao petróleo as referencias que devem balizar as influências poltitico-econômicas yankees no território sul-americano.
Decorridos 88 anos da primeira publicação da obra aqui citada verificamos a Colômbia transformada, a pretexto do combate ao tráfico de drogas, em gigantesca base militar estadunidense enquanto a Venezuela é pressionada, através da ameaça de ocupação militar, a rever o processo de nacionalização petrolífera efetivada durante o governo do coronel Hugo Chaves.
Travassos, inicialmente, revela em sua constatação a respeito do expansionismo estadunidense uma frase, cujo teor, pode conduzir ao conformismo afirmando a inutilidade do combate da servidão ao império. Entretanto sua obra vai apresentar uma grande preocupação com o papel do Brasil diante do imperialismo estadunidense e deste, quais seriam os principais problemas a superar como forma de garantir a integridade territorial brasileira, a soberania, somados estes ao fato projeção ou liderança da América do Sul. "
O texto completo está aqui: https://revistaeletronicaoabrj.emnuvens.com.br/revista/article/view/566?fbclid=IwY2xjawPJzm5leHRuA2FlbQIxMQBzcnRjBmFwcF9pZBAyMjIwMzkxNzg4MjAwODkyAAEefZW-E065zrL92c7WkBV0WxgVvROFXZ5lQw1ghLf_lrhpUCY9QM7VKo4Aieo_aem_5u16eoIAqtJkavD8HbVeRQ

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

EDUCAÇÃO, PODER E DOMINAÇÃO: UMA CONVERSA NECESSÁRIA

 





📚🧠🔥 EDUCAÇÃO, PODER E DOMINAÇÃO: UMA CONVERSA NECESSÁRIA 🌎⚖️💣

por Wladmir Coelho

A educação foi definida — em termos gerais — por Álvaro Vieira Pinto como uma forma de reprodução dos interesses de uma sociedade. Ao recordar a amplitude do processo educacional — veja bem, processo — o autor destaca seu caráter permanente, não restrito à escolarização, mas presente também no trabalho, no cinema, na televisão, na família, na religião e em múltiplas outras dimensões da vida social.

Por isso mesmo, quando tratamos do tema educação, precisamos, inicialmente, compreender a forma de organização de uma sociedade em sua dimensão histórica, bem como as suas contradições. Não há educação neutra, assim como não há processo formativo dissociado das relações de poder que estruturam a vida social.

É nesse ponto que chegamos aos recentes acontecimentos observados na Venezuela, quando uma potência estrangeira simplesmente decide dominar um país mais fraco em termos econômicos e militares, sequestrar o seu presidente e julgá-lo a partir de acusações vazias. Paralelamente, essa mesma potência divulga como resultado dessa ação militar o controle do setor petrolífero. Vejamos: antes da invasão e do golpe, as empresas estadunidenses não estavam proibidas de atuar na Venezuela e já operavam no país, como é o caso da Chevron, que exportou mais de 140 mil barris de petróleo por dia no ano passado.

Os motivos do uso da força militar e do sequestro presidencial, como é fácil observar, encontravam-se na intenção de assumir o controle da produção petrolífera e direcionar sua venda conforme interesses próprios — com destaque para o mercado chinês — ampliando, assim, o poder de manipulação dos preços dessa preciosa commodity. A Venezuela, como sabemos, possui a maior reserva provada de petróleo do planeta.

Voltemos à educação. Ao longo dos últimos três séculos, recebemos doses cavalares de uma história idealizada dos Estados Unidos. Consumimos literatura, filmes e músicas que exaltam um mítico povo portador de uma suposta missão divina de civilizar os “selvagens” da América. América, eis o problema.

Para a classe dominante estadunidense, o termo América não se limita à denominação de um continente, mas expressa uma forma específica de organização econômica, política e social, construída a partir de suas condições históricas e interpretada por seus membros como determinada por Deus. Essa visão se resume na conhecida lenda do Destino Manifesto.

Trata-se de uma lenda que parcela considerável da população estadunidense considera verdadeira, difundida por todo o continente por meio da indústria cultural e constantemente presente no discurso de dominação, quase sempre precedido por expressões cínicas como “apoio ao desenvolvimento econômico”, “liberdade” e “democracia”.

O Destino Manifesto impulsionou, após a independência dos Estados Unidos, o expansionismo rumo ao Oeste, com a apropriação de territórios coloniais da Espanha — uma monarquia católica e, portanto, duplamente atrasada segundo essa narrativa —, a declaração de guerra contra os povos indígenas sob o pretexto de uma missão civilizatória e a imposição de guerras de conquista contra o México.

Reproduzir os interesses de uma sociedade — neste caso — significa, necessariamente, convencer os demais povos do continente de sua inferioridade em todos os sentidos e controlar, a ferro e fogo, as formas de entendimento da realidade. O resultado é, no máximo, um entendimento ingênuo, segundo o qual todo o nosso atraso seria fruto de uma índole malvada e corrupta, justificando, assim, uma permanente intervenção educacional dos Estados Unidos, que se atribuem a tal missão divina.

Nesse contexto, torna-se mais compreensível a confusão de muitos diante da defesa da soberania de um país. Qualquer tentativa, ainda que mínima, de controle da economia para estruturar um projeto de desenvolvimento nacional é imediatamente atacada, tachada de autoritária ou comunista. Seguem-se sanções econômicas e, quando estas não funcionam, os chamados “mísseis da democracia” estão sempre à disposição.

Programa Escuta Educativa da Rádio Educare.47 do Instituto de Educação de Minas Gerais

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